Importante: o conteúdo aqui apresentado de modo algum pretende substituir o aconselhamento médico ao longo da gestação, mas sim oferecer informações complementares baseadas em pesquisas e experiências pessoais. O acompanhamento pré-natal é imprescindível durante a gestação, preferencialmente com um médico de sua confiança.

sábado, 26 de abril de 2014

Vitória, amor sem limites


Em 2009 soube que estava grávida. Poxa, pensa na felicidade! Com 4 meses e meio soube da grande notícia que mudou minha vida: meu bebê tinha anencefalia. Até então nunca tinha ouvido falar. Chorei muito. Os médicos queriam tirá-la, a minha menina, diziam que ela já estava morta, que não iria sobreviver...

Tive muitas complicações, coisas normais da gravidez, e numa ida de emergência ao hospital com sete meses, uma médica saiu do consultório e ao voltar veio vestida como se fosse fazer o parto, e com ela sua equipe querendo me levar para a sala de cirurgia, para que eu viesse a tirá-la. Disse para ela respeitar a minha decisão de não tirar. Então começamos a discutir o de sempre, e meu esposo perguntou para a médica se ela não acreditava em milagres. Com um sorriso debochado no rosto ela disse: "Milagres?? hahaha..."

Então meu esposo, já sem paciência, disse para ela: "Pois vai ser a senhora a fazer o parto da minha mulher". Ela só sorriu e me dispensou com dores para casa, dizendo que eu tinha escolhido assim.

Com 42 semanas, a danadinha não queria sair, então com ajuda de familiares, consegui uma médica que me internou no hospital universitário de Florianópolis, sem dores e sem dilatação. Me induziram por um dia e meio e o médico de plantão me disse: "Aqui só vamos fazer parto normal, ficará sendo induzida até conseguir nascer". Entrei em desespero. A cada ecocardiograma minha guerreira estava com o coração mais fraco... Eu pedia uma cesária para salvar minha pequena, pedia por misericórdia, mas eles não ouviam.

Depois de uma tarde muito conturbada, meus amigos se mobilizaram e falaram com o diretor do hospital, e depois de ameaças de colocar na televisão, na troca de plantão das 5 da tarde, aquela médica que debochou de mim entrou na sala e disse: "Vamos ver como está a dilatação, Gisele". Então depois de uma olhada ela me disse que minha dilatação não passava de 2 dedos, então me disse a tão esperada noticia: "Você vai fazer uma cesária".


Aquilo que meu esposo disse se realizou, e foi ela quem ajudou minha princesa a vir ao mundo, às 17h35 do dia 19/11/2010. Linda, com uns resmungos, foi levada a UTI Neonatal e graças a Deus não precisou de nenhum aparelho.

Minha história tem muitos detalhes, mas vou resumir o tempo em que ela viveu conosco dizendo a vocês que não privei minha garota de nada, e fiz questão de gravar e tirar fotos para comprovar muitas coisas que os médicos diziam que ela não viria a fazer...



Minha Vitória foi muito amada, meu anjo, meu raio de luz me deixou no dia 07/05/2011, faleceu em meus braços um dia antes do dia das mães, com 5 meses e 18 dias.

Hoje em seu túmulo há a seguinte frase: 

DEUS MORA NA CASA DO AMOR SEM LIMITES....
MINHA AMADA VITÓRIA...


Gisele Conceição
Florianópolis, SC

C

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