Importante: o conteúdo aqui apresentado de modo algum pretende substituir o aconselhamento médico ao longo da gestação, mas sim oferecer informações complementares baseadas em pesquisas e experiências pessoais. O acompanhamento pré-natal é imprescindível durante a gestação, preferencialmente com um médico de sua confiança.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Ácido fólico na dieta do homem também previne malformações no momento da concepção

Queridos amigos,

Reproduzimos abaixo duas notícias publicadas recentemente sobre a importância do ácido fólico também na dieta do homem, antes do casal engravidar. São pesquisas iniciais, mas sabemos que toda informação que ajude na prevenção de malformações fetais é bem-vinda!

Dieta do pai antes da concepção tem papel crucial na saúde do bebê


TORONTO - Todo o planejamento de ingestão de ácido fólico que as mães costumam fazer três meses antes de engravidar pode ser estendido para os pais. Um estudo da pesquisadora Sarah Kimmins, da Universidade McGill, no Canadá, sugere que a alimentação dos pais antes da concepção pode ter um papel igualmente importante na saúde da prole.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Mizael, meu anjinho




Meu nome é Tatiana e no mês de janeiro desse ano tive um filho anencefálico, o Mizael. Descobri que ele tinha anencefalia aos 4 meses de gestação. Todos os médicos falaram pra eu abortar. Me disseram: por que você vai carregar um ser morto no seu ventre? Comecei a chorar sem parar quando ouvi isso, mas mesmo assim, não abortei. Era meu filho, e decidi isso primeiro por Deus, porque Ele que me deu forças pra seguir adiante. Minha família e meu marido Marcos também me acolheram e apoiaram para eu não abortar. Minha gestação foi ótima, eu não senti nenhuma dor durante toda a gravidez. Ele também se mexia muito dentro de mim!

O meu anjinho Mizael sobreviveu durante os nove meses da gravidez e nasceu por parto normal. Foi um parto tranquilo e ele viveu por mais 17 horas após o nascimento. 

Ele ficou na UTI, mas as enfermeiras não me deixaram pegá-lo no colo e nem tirar fotos com ele. (foi um hospital muito ruim, fiquei sozinha, isolada, isso foi muito triste). Mas pude conhecê-lo na UTI durante sua vida e ele era a coisa mais linda, não era um monstro, era meu filho, um ser tão inocente. 

Tenho outro filho que se chama Eduardo Riquelme, de 5 anos, meu amor. Tenho 26 anos de idade, nunca imaginei passar por essa experiência tão difícil. Só eu sei o que estou passando nesse momento, não é fácil. Mas acredito que Deus sabe o que faz. 

Com certeza valeu muito pra mim poder conhecê-lo e isso que importa. Eu fiz também uma tatuagem para homenagear meu filho. Sempre vou lembrar do meu anjinho, um guerreiro. Mamãe te ama! 

Um abraço para todos e fiquem com Deus.

Tatiana Oliveira

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Trauma psicológico após o aborto por deficiência fetal - os pais precisam conhecer os fatos

Por Peter Saunders*

artigo publicado no blog Christian Medical Comment
tradução Joana Croxato

A crença de que os pais e as famílias serão prejudicados por ter um filho com deficiência, e que este dano pode ser limitado por meio do aborto, é quase inquestionável hoje.

Este tem sido um importante pressuposto aceito por muitos participantes do debate atual sobre o aborto por anencefalia na Irlanda do Norte, sobre o qual tenho escrito recentemente.

Mas será que a literatura médica sustenta essa afirmação?

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

20 razões para pensar duas vezes antes de abortar um bebê com anencefalia

Tradução: Joana Croxato 
Notas de tradução entre colchetes []





A anencefalia é um grave defeito de fechamento do tubo neural, onde uma falha na fusão do tubo neural do embrião no início da gravidez resulta no não desenvolvimento dos hemisférios cerebrais no bebê, incluindo o neocórtex, que é responsável pela cognição. O tecido cerebral restante é muitas vezes exposto, ou seja, não coberto por osso ou pele.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Nosso anjo Davi, sempre vivo em nossos corações

Esse é um vídeo feito pela Caroline, mãe do pequeno Davi, contando sua história de vida.

Davi foi diagnosticado com acrania e anencefalia durante a gestação. Ele ficou com sua família durante os nove meses da gestação, que foram vividos intensamente, com muito amor, esperança e fé. Ele nasceu no último dia 4 de outubro e presenteou seus pais com mais 12 horas de vida após o nascimento, recebeu carinhos, cuidados, foi muito amado durante todo o tempo que ficou com sua família e continuará sendo. Nas palavras da Carol, foram 9 meses e 12 horas de muito amor. Ela nos conta que colocou no vídeo abaixo palavras saídas da alma, com lembranças preciosas e inesquecíveis de seu amado filho.




"Filho amado, você estará sempre vivo em nossos corações, feliz dia das crianças pra você, saudades eternas!!! Mamãe, papai e seu irmãozinho te amam muito!"

"Não tenho nada, nem estou sofrendo. Sentir saudade faz parte, não é sofrer, é sentir. A Saudade é um lugar onde só chega quem ama! Se pela força da distância você se ausenta, pela força da saudade você voltará! Saudades eternas do nosso amado filho Davi Luiz!"


Seus pais Caroline Taveira Silva e Christopher Alexandre Silva e seu irmão Gabriel
de Santos, SP

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Anencefalia: Aliviar o sofrimento sim, matar o paciente não

Quando mãe e feto são os pacientes, os cuidados médicos são sempre dirigidos para ambos


Rodolfo Acatauassú Nunes – Professor Adjunto da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Mestre e Doutor pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro e Livre-Docente pela Escola de Medicina e Cirurgia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro.

Paulo Silveira Martins Leão Júnior – Advogado; Procurador do Estado do Rio de Janeiro; Pós Graduado pelo Instituto de Estudos de Direito da Economia.



Nos últimos anos vem se acumulando exponencialmente na área médica o conhecimento científico e tecnológico. Muitas afecções tidas antes como incuráveis passaram a responder a novos tratamentos. A cada dia a Medicina se aprimora contornando situações progressivamente mais complexas, algumas vezes de modo até mesmo imprevisível. Contrariamente ao que ocorre com as células tronco embrionárias, o sucesso das células tronco adultas, retiradas do próprio indivíduo, da placenta ou cordão umbilical, vem revolucionando condutas previamente limitadas, amenizando ou corrigindo disfunções tidas como terminais. 

Maria Tereza, um sinal de vida e de esperança para nossa família

Recentemente estive na sede da Estação Luz Filmes, em Fortaleza, e me deparei com um quadro contendo uma carta escrita por Ana Cecília, mãe da Maria Tereza, que nasceu em Fortaleza com anencefalia e viveu, além do tempo da gestação, por pouco mais de 3 meses após seu nascimento.



Senhores Ministros,

Como mãe de um bebê anencéfalo, nascido em Fortaleza, e que teve sua vida acolhida e respeitada desde o princípio da gestação, mesmo sabendo de sua má formação, quero que esta corte reflita e decida sempre pela vida.

Vivi esta realidade como mãe de Maria Tereza, bebê anencéfalo, nascida no dia 17 de dezembro do ano 2000. Hoje experimento uma liberdade interior surpreendente, consciência limpa e tranquila diante de meus filhos e de todos. Com muita liberdade faço conhecer que a pequena Maria Tereza foi um sinal de vida e de esperança para toda a minha família.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Heloísa, para sempre a filha do meu coração!



Sempre quis muito ser mãe, era um desejo desde menina. Sempre tive isso em meu coração, seria mãe cedo. Eu casei em 2006 e, em março de 2009, decidimos tentar. Em maio, descobri que estava grávida. Fiquei muito feliz, mas muito mesmo. Que alegria! Ganhei muitos presentinhos das minhas amigas, pois todas sabiam o quanto isso era importante pra mim.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Beatriz e Felipe, resgatando o amor

Construindo lembranças para recontar a história da família (Imagem: arquivo pessoal / Valeria Souit)


Participar deste depoimento é algo que me traz uma nova postura de vida, pois é conseguir colocar a minha opinião, mesmo que tardia, em prática. Pretendo com isso ajudar a mães, familiares, médicos, enfim, todas as pessoas envolvidas nesse processo que é descobrir que uma gestação é de um feto anencéfalo.

Quando hoje eu escuto alguém dizer: "O melhor é interromper a gestação, pois levar adiante é um trauma para a mãe", eu me pergunto como eu vou fazer para mostrar que a interrupção me trouxe um trauma com culpa que se arrastou por 19 anos. Essa culpa está perdendo espaço depois de muita terapia, e também após ter me juntado ao Grupo Vida Acrania e Anencefalia. Aprendi como é importante que os sentimentos sejam expostos e percebi que este diagnóstico é realmente muito doloroso, mas quando é aceito, a recuperação dessas mães se torna possível.

É preciso aceitar e amar nossos filhos. Toda história tem que ter um começo, um meio e um fim. Acompanhando as histórias de outras mães, pude perceber que o que me faltou foi vivenciar o amor, esperando meus filhos nascerem. Sim, eu tive dois bebês anencéfalos. E como me fez falta tocá-los, dizer o quanto eu os amava, me despedir deles com dignidade e sepultá-los.

Fazer parte desse grupo é desejar do mais profundo do meu coração que toda mãe que passar por esse diagnóstico pense e repense antes de interromper sua gestação, se não estiver REALMENTE correndo risco de vida.

Viver esse amor é tudo que hoje eu gostaria. Vou tentar fazer um resumo das minhas gestações.

sábado, 17 de agosto de 2013

Samuel: uma história de amor e fé


Lembranças especiais da gestação: Hudson e Elaine com seus filhos Emanuel (esquerda) e Samuel, na barriga da mamãe (imagem: arquivo pessoal da família)

Nosso primeiro filho, Emanuel


Deus tem projetos para nossas vidas que muitas vezes não entendemos na hora, mas ao longo dos dias tudo vai se encaixando. Quando casamos, há 16 anos, pensamos primeiramente em nos estruturar, ter uma boa casa, um bom serviço e assim depois pensar em ter filhos. Cinco anos depois, já estruturados, pensamos ser o momento, mas tentamos por vários meses sem êxito. Fomos ao médico e ele nos pediu alguns exames. Descobrimos então que o Hudson tinha varicoceles e isto atrapalhava bastante. Foi duro, mas lutamos, fizemos tudo que estava ao nosso alcance, cirurgias, remédios e nada. 

Alguns amigos sempre nos falavam sobre a adoção. Mas não foi fácil colocar no coração, pois precisava ser de coração. Após um bom tempo de orações, Jesus colocou em nosso coração que seria bom tentarmos. Então partimos para adoção. Ah!!!! Mas foi um caminho difícil, doloroso, tivemos que ter muita paciência e o principal, Deus sempre à frente, pois é Ele que conduz colocando pessoas, gosto de falar de anjos em nossas vidas. Foram várias crianças que apareceram para nós, mas na hora H, por algum motivo não dava certo. Mas sabíamos que Deus com sua bondade preparava para nós um filho, como o seria e de onde viria.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Laura Vitória, lição de um verdadeiro amor

Lembranças especiais da gestação da Laura Vitória (imagem: arquivo pessoal)

Todas nós mulheres sonhamos em ser mãe, e esse meu sonho foi realizado, fiquei grávida e fiz tudo que tinha para fazer, comecei o pré-natal e logo na segunda ultra que foi pedida descobri que era uma menina, fiquei muito feliz pois meu sonho era ter uma menina. Mas logo veio a noticia ruim de que ela tinha anencefalia. 

Foi muito triste. Procurei especialistas e todos diziam que ele não tinha chances – podia viver dias, horas ou já nascer morta. Anencefalia é incompatível com a vida, não existe nada que se possa fazer, mas eu ainda tinha fé de que Deus poderia fazer algo. Mas sempre Deus tem o melhor e sabe o que faz. É anencefalia, o crânio que não havia se formado, e ela não teria possibilidade de viver fora da minha barriga, pois uma criança sem cérebro não consegue ao menos respirar sozinha. Por isso me deram a opção de eu fazer um aborto legal, mas eu não quis, resolvi ir até o final sabendo dos riscos que eu corria, acreditando que tudo tem um por quê.

A história da nossa filha, Cecilia Morais





Dia 14/07/2013 fez um ano que a nossa Cecilia nasceu e partiu. Posso afirmar (e reafirmar) que foram 365 dias de lembranças e saudades daqueles outros 236 dias da sua gestação e mais ainda dos 39 minutos em que a tivemos viva em nossos braços, amando-a e nos despedindo também. Inesquecível é a palavra que a define, literal e completamente.

Desde o primeiro momento que descobri estar grávida, mudei e apesar de já ser mãe e saber que essa é minha melhor parte, as sensações que me acometeram foi desde a preocupação intensa, medo, misto de felicidade, realização, expectativa, até o maior amor do mundo, tudo isso intenso e misturado. Minha primeira filha Nina teve uma ligeira complicação ao nascer, com 41 semanas, ela engoliu mecônio e vivenciamos o milagre dela ter se recuperado bem e não ter tido nenhuma sequela. Como mãe, automaticamente me veio toda a carga de amor e de preocupação, que nos é típica.

Angelia, meu anjo com anencefalia

Compartilhamos abaixo o relato de Candice sobre a vida de sua filha Angelia, diagnosticada com anencefalia com 20 semanas de gestação. O relato foi publicado no grupo de apoio Anencephaly Info, e traduzido do inglês com a permissão de Candice, que expressou o desejo de oferecer apoio e esperança a outras famílias que venham a viver esse diagnóstico.


Eu recebi a notícia de que minha filha tinha anencefalia quando eu estava com 20 semanas de gestação, e me deram a opção de antecipar o parto ou continuar com a gestação até que eu estivesse pronta. Antecipar o parto nunca passou pela minha cabeça, então eu fui a internet procurar histórias sobre pais que decidiram continuar com a gestação. Me deparei com o site Anencefalia Info, e li todas as histórias.

sábado, 6 de julho de 2013

Fátima, um anjo que passou por nossas vidas



Dividimos com vocês mais uma história de vida e de profundo amor sobre a gestação de um bebê diagnosticado com anencefalia: a história entre Carmen e sua bebê Fátima. O relato de Carmen foi traduzido do espanhol da página Asociación por la Vida y los Derechos Humanos, da Costa Rica.

Após o nascimento e despedida de sua filha com anencefalia, Carmen passou a ajudar outras mães na mesma situação a lutarem pela vida de seus bebês com o mesmo diagnóstico e a vivenciarem essa experiência com muito amor.


Em outubro de 2008, meu marido e eu descobrimos que iríamos ser pais pela segunda vez e, embora tenha sido algo inesperado para nós, nos sentimos felizes em poder dar um irmãozinho ou irmãzinha para nossa filha, Daniela, que na época tinha dois anos e cinco meses. Em 26 de dezembro do mesmo ano fui a uma consulta de rotina e esperava poder ver o sexo do meu bebê, embora estivesse com apenas 14 semanas de gravidez. Me disseram que minha filha tinha uma malformação, e nesse mesmo momento nos disseram que era uma menina. O diagnóstico foi "anencefalia", nunca na minha vida tinha ouvido coisa alguma a respeito e foi quando começamos a pesquisar pela internet sobre essa enfermidade.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Miguel, um anjo em nossas vidas



No dia 6 de abril de 2012, descobri que estava grávida, foi a maior felicidade do mundo e também uma surpresa, já que só fazia um mês que eu tinha parado de tomar o anticoncepcional para trocar para outro. Eu e meu marido ficamos no céu, fiquei quase uma semana sem dormir pensando que chegaria alguém para completar nossa felicidade, fizemos vários planos... 

Com 12 semanas fizemos um ultrassom, mas como coração de mãe não se engana, apesar de ter visto ele perfeitinho, fiquei meio desconfiada. Cheguei em casa falando para minha sogra que estava tudo bem, mas que eu não tinha acreditado muito naquele médico, achei ele esquisito.

Minha sogra disse: “O importante é que venha com saúde”. Eu falei: “se não vier, vai ser amado do mesmo jeito”. Nunca me esqueço dessas palavras, sempre temos mania de dizer que o importante é que venha com saúde, mas eu o amaria mesmo se não ele viesse com muita saúde. E foi o que aconteceu. 

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Isidora Esperanza: uma sobrevivente

Reproduzimos abaixo uma notícia que foi veiculada ontem, 04/06/2013, no canal e site da emissora 24 horas, do Chile, sobre a história dessa linda menina, Isidora Esperanza, que nasceu com anencefalia e está com quase um mês de vida. Isidora foi para casa com sua mãe e até o momento estava totalmente desassistida clinicamente. Não pôde sequer ser examinada por um médico devido a um problema respiratório. Isso porque não foi incluída no acompanhamento pediátrico do sistema de saúde devido à sua condição "incompatível com a vida" - afinal ela deveria ter vivido somente 72 horas. Mas já está com quase um mês de vida extrauterina. 



"O seu crânio não se formou, os ossinhos da sua cabeça, e assim seu cérebro não se desenvolveu. Pela sua patologia, disseram que ela iria morrer. É algo que me parte, mas tenho que ser forte. Porque ela é tão frágil, mas apesar de sua fragilidade, está sobrevivendo. Minha filha é uma sobrevivente". Romina Muñoz, mãe de Isidora Esperanza

segunda-feira, 3 de junho de 2013

David e Olga



Essa semana compartilhamos um relato de vida muito emocionante enviado do México pela Olga, que nos conta sobre a gestação do David, diagnosticado com anencefalia. Sua gestação foi muito tranquila, seu bebê nasceu de 42 semanas por meio de uma cesárea, e viveu por 4 dias e meio. Agradecemos à Olga e à Asociación Por la Vida y los Derechos Humanos, da Costa Rica, por esse relato tão especial:



Sou Olga Suarez, de Monterrey, em Nuevo Leon, no México. Atualmente tenho 30 anos, mas foi há 4 anos que eu tive meu primeiro filho, chamado David Isaías. Minha gravidez foi normal, a cada mês comparecíamos às consultas, ouvimos seu coraçãozinho desde a primeira vez, e o víamos se mexer. Ao chegar a 16ª semana, fomos a uma consulta de rotina para saber se seria menino ou menina.

O médico começou a ecografia e depois de muito observar, disse a mim e a meu esposo que lamentavelmente havia um problema: nosso bebê tinha anencefalia.

domingo, 26 de maio de 2013

Vitória, minha pequena cutucadora

Queridos amigos, hoje compartilhamos o relato da Lilian e sua filha Vitória, que recebeu o diagnóstico de anencefalia com 16 semanas gestacionais. Lilian, que também faz parte de nosso grupo de apoio, traz para nós recordações dessa gestação vivida nove anos atrás, de todo amor que teve por sua filha, a dor do diagnóstico, o preconceito que veio de todos os lados, e a antecipação do parto já aos oito meses devido a uma suspeita de pré-eclâmpsia.

Nos chama atenção, ainda, a falta de assistência, esclarecimento e humanização no atendimento médico ao longo de sua gestação devido ao diagnóstico de anencefalia. Uma situação que infelizmente ocorre com frequência e deixa marcas muito dolorosas no coração de inúmeras mães, que já enfrentam uma situação tão difícil pela perda iminente de um filho tão amado.

Agradecemos muito à Lilian por dividir conosco sua história.


Imagem ilustrativa para recordar a gestação da Vitória

O ano era 2003, éramos muito jovens. Marcos e eu resolvemos viver juntos. Apaixonados e cheios de planos, em um exame de rotina veio o resultado positivo. Sim, seríamos pais pela primeira vez. Fiquei tão feliz, comecei o enxoval, o berço, o carrinho... Enfim, nosso bebê merecia o melhor.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

História de Kellen e Maria Eduarda

Compartilhamos essa semana a história da Kellen Reis e sua filha Maria Eduarda, diagnosticada com anencefalia aos cinco meses de gestação. Kellen conta sua experiência de maternidade em uma entrevista dada à TV Aparecida, e também para uma reportagem da TV Canção Nova, ambas em 2012. Em suas palavras, podemos sentir a grande emoção e profundo amor, saudade e aprendizados que a pequena Duda deixou com seus pais, que com ela conviveram por nove meses de gestação e mais três dias de vida fora do útero.

Abaixo, mais um relato escrito pela mãe em seu blog Mães Escolhidas a Dedo.





quinta-feira, 23 de maio de 2013

COMPARTILHE SUA HISTÓRIA


Se você teve um bebê diagnosticado com acrania e anencefalia e deseja compartilhar sua história publicamente aqui no blog do Grupo Vida Acrania e Anencefalia, envie seu relato para o e-mail acrania.anencefalia@yahoo.com.br.

Saiba que seu relato é muito importante! Independente de como tenha sido sua experiência, de quanto tempo durou sua gestação ou do tempo de vida de seu bebê, cada história de vida é muito importante para podermos ajudar outras mães a vivenciar sua gestação da melhor maneira possível. Por meio do aprendizado obtido com cada história de vida, também podemos ajudar na conscientização dos profissionais da saúde, em busca de respeito e humanização do atendimento à gestante que carrega um bebê com acrania e anencefalia.

Algumas mães comentam que desejam muito compartilhar sua história, mas que têm dificuldade em escrever ou finalizar um relato escrito sobre a sua gestação.

Abaixo colocamos algumas perguntas para tentar ajudar. Apenas escreva livremente tudo que achar necessário e faremos a revisão corrigindo eventuais erros de digitação ou de ortografia para compilar seu depoimento. Não se preocupe com o tamanho das respostas, apenas escrevam com o coração!



quarta-feira, 15 de maio de 2013

Miguel... um anjo guerreiro no céu

Reproduzimos aqui um vídeo sobre a gestação do Miguel, diagnosticado com acrania e anencefalia ainda no início da gestação. E logo abaixo, um relato do seu nascimento, publicado pela Camila no blog http://miguelpequenolutador.blogspot.com.br, onde ela também fez um pequeno diário contando momentos da sua gestação após o diagnóstico, que foi tranquila e sem intercorrências.



"Este vídeo foi feito para demonstrar o amor de uma mãe por seu filho anencéfalo...  

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Laís, uma estrela que devolvi a Deus

Hoje compartilhamos o depoimento da Andréia, que nos conta a sua história com a Laís. Uma história vivida com muita coragem, desafios, luta por atendimento digno ao longo de uma gestação que terminou prematuramente mas foi vivida em cada momento com alegria e amor.


Imagem: arquivo pessoal da família



Eu sou a Andréia, mãe de uma linda estrelinha chamada Laís. Grávida de 12 semanas, fiz meu primeiro exame ultrassom, onde o médico não conseguiu fazer todas as medidas do meu bebê. Quando chegou na parte de medir a cabecinha, começou o pior pesadelo da minha vida. Ele tentou várias vezes, porém não conseguia medir o crânio do bebê. Eu já estava angustiada sem saber o que estava acontecendo, quando ele pediu que eu chamasse alguém da família para receber o diagnóstico comigo. Chamei meu pai e juntos ouvimos o médico nos dizer que o bebê não possuía cérebro, que eu poderia entrar na justiça para tirar meu bebê ou procurar outra clínica para comprovar o resultado.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Claudinho, uma luz que jamais irá se apagar em nossos corações

Compartilhamos abaixo o depoimento da Angelita, que nos conta a história de seu filho Claudio, diagnosticado com acrania e anencefalia. Angelita chegou até nosso grupo de apoio no início de sua gestação, que foi vivenciada com muito amor, esperança e fé. Tivemos a alegria de acompanhar sua história e de celebrar junto com ela a vida do Claudinho durante a gravidez e durante seus três dias de vida fora do útero. 

Alex e Angelita carregam o filho Claudio
imagens: Arquivo pessoal da família


Claudio, nome escolhido há mais de 5 anos, seria uma homenagem a seu avô por paterno. E assim foram esperados, quando de repente em um exame no dia 03/05/12, a felicidade explode em meu coração: estava grávida.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Antonella, meu anjo, meu milagre



Compartilhamos com vocês um testemunho muito especial, de uma jovem mãe que teve o privilégio de ter sua bebê com anencefalia por mais de 5 meses consigo após o nascimento. Antonella foi diagnosticada com anencefalia e viveu por mais de 5 meses além da gestação, período em que ficou em casa com sua família, e trouxe muita alegria e aprendizado a todos.



Olá, meu nome é Andrea e esta é a história da minha princesa Antonella.

Com 16 anos, fiquei grávida de minha princesa Antonella e com 4 meses de gravidez, descobri que minha bebê tinha uma malformação chamada anencefalia.

O médico me disse que minha bebê era incompatível com a vida e que no momento em que nascesse ela iria morrer. Obviamente, essa notícia me destroçou e fiquei muito mal.

domingo, 5 de maio de 2013

Vitória de Cristo



Vitória de Cristo foi um presente maravilhoso e precioso que recebemos nesta vida. Ela foi uma criança imensamente amada e especial, que iluminou e alegrou nossas vidas durante suas 38 semanas de gestação e mais 916 dias em que viveu desde o seu nascimento.

Na 12ª semana de gestação, ela recebeu o diagnóstico de acrania e foi considerada incompatível com a vida fora do útero. Como os médicos nos explicaram, a acrania é um primeiro estágio da anencefalia e nossa bebê morreria assim que nascesse. A opção do aborto foi-nos fortemente recomendada. 

domingo, 14 de abril de 2013

Bem-vindos!



Esta é a primeira postagem de nosso Blog Acrania e Anencefalia, um espaço para compartilhar experiências e oferecer acolhimento às famílias que recebem esse diagnóstico para seus bebês durante a gestação.

O Blog está em construção e em breve começaremos a trazer mais informações, esclarecimento de dúvidas e depoimentos. 

Nossa intenção é construir um espaço para acolher principalmente as mães que receberam o diagnóstico de acrania e/ou anencefalia na gravidez, bem como toda a família, em busca de apoio para seguir com a gestação. Desejamos também acolher a todos que estão em busca de mais informações sérias sobre  pessoas que passaram por essa mesma situação.

Somos um grupo de mães e pais que receberam este diagnóstico, e desejamos contribuir com nosso aprendizado e vivências para que cada vez mais a experiência de se ter um bebê com este diagnóstico seja vivenciada da maneira mais natural possível, mais humanizada, com respeito, dignidade e muito amor.
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